19/04/2017

CONCURSO PÚBLICO DA MARINHA DO BRASIL

Marinha divulga novo concurso público com 29 vagas

Inscrições começam ainda em abril. Olinda é um dos locais de prova do processo seletivo

Reprodução/Marinha do Brasil Aprovados passarão por um curso de formaçãoReprodução/Marinha do Brasil
Em um novo processo seletivo, a Marinha do Brasil oferece 29 vagas para o Quadro Técnico do Corpo Auxiliar. As oportunidades estão distribuídas entre as áreas de direito, comunicação social, educação física, estatística, meteorologia, informática, pedagogia, entre outros segmentos.
O processo seletivo, destinado a candidatos de nível superior, contará com prova escrita de conhecimentos profissionais, redação e eventos complementares. A seleção ainda prevê exame de saúde, teste de aptidão física, avaliação de títulos, além de prova discursiva apenas para os candidatos da área de direito.
De acordo com o edital do certame, as provas escritas ainda não contam com datas definidas. Porém, os locais de realização já foram confirmados: Olinda, Natal, Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Belém são algumas das localidades. 
O calendário da seleção traz o dia 5 de março de 2018 como a data para início do curso de formação. Os interessados em participar do processo seletivo deverão se inscrever, das 8h do dia 26 deste mês até 29 de maio, por meio do endereço virtual da Marinha. A taxa de participação custa R$ 110. Mais informações podem ser obtidas no edital do concurso.

A POLITICA PRECISA DE RNOVAÇÁO

Renovação na política deve privilegiar candidatos 'ricos' e que atingem 'grandes massas', dizem cientistas políticos

Políticos e autoridades com inquéritos abertos por Fachin por causa de 'delação do fim do mundo'

A esperada renovação da classe política brasileira, após o impacto gerado pelas delações da empreiteira Odebrecht, deve privilegiar candidatos "ricos" e que "atingem grandes massas", como empresários e lideranças religiosas.
Isso porque, como o custo da campanha eleitoral continua sendo muito alto e as empresas estão proibidas de doar, tendem a ter melhor desempenho nas urnas aqueles com maior acesso a recursos financeiros e com imagem mais consolidada junto ao público.
Sendo assim, nomes como o do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), largam na frente.
A opinião é de cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil.
Na semana passada, o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de 76 inquéritos contra 98 personalidades do mundo político, incluindo o alto escalão do governo.
A decisão foi baseada nas delações premiadas de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.
Os especialistas argumentam que, embora haja uma grande expectativa de mudança, frente ao que chamam de "derrocada da velha política", o grau de renovação vai depender da combinação de outros fatores.
"A renovação só será possível se houver novos nomes em número suficiente e se os partidos vão perder o controle dessa oferta (de nomes). Até agora, esse controle é muito forte, uma vez que o custo das eleições no Brasil continua sendo alto", explica Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria.
"Possivelmente, veremos um processo mais fragmentado por causa do desgaste da elite política tradicional, mas só se essa combinação de fatores acontecer. Caso contrário, veremos os mesmos nomes, talvez ocupando postos distintos", ressalva.
Nas eleições de 2014, segundo levantamento feito nas despesas declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os candidatos gastaram um total de R$ 5,1 bilhões, a maior parte vinda de doações de empresas.
Já em 2015, o STF decretou o fim das doações de empresas a campanhas eleitorais.
Ainda assim, Cortez acredita que candidatos da chamada "velha política", inclusive aqueles investigados pela Lava Jato, devem tentar a reeleição.
Devido aos trâmites do processo, é pouco provável que eles sejam julgados e condenados até as eleições do ano que vem - se isso acontecer, eles se tornam "ficha suja" e são impedidos de concorrer.
"Não acredito que eles vão deixar de concorrer e desaparecer da cena política. Devemos esperar uma readequação dos objetivos desses candidatos. Eles devem concorrer a cargos menores", opina Cortez.
Os especialistas destacam ainda que a renovação pode ser prejudicada se o modelo de lista fechada, debatido na proposta de reforma política, for aprovado pelo Congresso.
Por esse sistema, o voto é destinado ao partido, que, por sua vez, determina qual parlamentar vai ocupar a cadeira no Parlamento.
"É um casuísmo sem tamanho. Sem dúvida, o objetivo é blindar esses políticos investigados da ira da população e garantir a permanência deles", opina o sociólogo e cientista político Paulo Baía, professor da UFRJ. "O modelo de lista fechada já funciona em outros países e apresenta vantagens, mas neste momento, se aprovado, engessa a composição do Congresso e privilegia aqueles que estão sendo acusados de corrupção."
"A lista fechada protege os políticos tradicionais. Não se trata de uma discussão do que é melhor, mas do que eles podem fazer para livrar a própria pele", acrescenta Maria Teresa Kerbauy, cientista política da Unesp em Araraquara.
Congresso Nacional

Forasteiros, não aventureiros'

Neste sentido, caso a aguardada renovação não se concretize, acredita Cortez, pode haver um aumento considerável dos "votos brancos e nulos" nas eleições de 2018.
Mas, se ocorrer, ela deve priorizar candidatos "endinheirados e que atinjam grandes massas".
"Os partidos vão recorrer às suas bases mais tradicionais. Vai se dar melhor quem tiver apoio de coletivos, agendas temáticas mais específicas e com maior exposição nas mídias", prevê Cortez.
"Mas, sem dúvida, um dos elementos principais será o acesso a recursos financeiros", acrescenta.
"Por isso, aqueles com muito dinheiro já saem com enorme vantagem. Devemos esperar forasteiros, ou seja, nomes estranhos à política tradicional, mas não aventureiros", opina.
Na caça pelo voto do eleitor, candidatos com grande capacidade de "se conectar com grandes massas" também acabam favorecidos, lembram os especialistas.
Nesse grupo, estão desde lideranças sindicais a religiosas, passando por celebridades.
"Lideranças populistas, como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), e que não estejam envolvidas nas investigações da Lava Jato, também devem ganhar ainda mais força", diz Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio.
Cortez pondera, contudo, que a eventual renovação do Congresso não necessariamente resulta "na maior eficácia do processo político".
Ele cita o caso de Silvio Berlusconi, que se tornou primeiro-ministro da Itália em 1994.
Bilionário e dono de um conglomerado de mídia, Berlusconi tinha não só recursos financeiros para custear sua campanha como também amplo acesso aos meios de comunicação.
Tendo sido eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados pouco antes de se tornar premiê, ele foi um dos maiores expoentes da onda de renovação política que varreu a Itália após a Operação 'Mani Pulite' ('Mãos Limpas'), que teria servido de inspiração à Lava Jato ao desvendar a gigantesca rede de corrupção que dominava o país.
Mas, em 2013, Berlusconi acabou condenado a quatro anos de prisão por fraude fiscal, além de ter sido alvo de inúmeras denúncias de corrupção.
Congresso NacionalDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionDecisão de Fachin causou terremoto em Brasília, mas processo pode durar anos

'Diferenciados e vitimizados'

O atual contexto político também deve implicar em uma mudança dos discursos eleitorais para 2018.
Com uma parcela significativa da classe política atingida pelas investigações, a onipresente "bandeira de defesa da ética" deve "sumir das campanhas", afirmam os especialistas.
Eles acrescentam ainda que os candidatos tendem a ser dividir entre os "diferenciados" e os "vitimizados".
"Os políticos que não estão sendo investigados e não têm nenhuma relação com o esquema de corrupção vão tentar fazer todo o possível para se diferenciar dos demais", diz Ismael, da PUC-Rio.
"Por outro lado, aqueles que estão sendo investigados vão tentar se reeleger com o discurso da vitimização. Eles já vêm tentando criar narrativas para desgastar a Lava Jato, apontando eventuais falhas durante as investigações, e esse discurso deve ganhar força até as eleições", conclui.


icebergs': fenômeno atrai turistas a cidadezinha no Canadá


Uma pequena cidade do Canadá tornou-se um destino turístico graças a um novo visitante: o primeiro iceberg da temporada.

Iceberg na costa de FerrylandDireito de imagemREUTERS
Image captionCidade do Canadá fica na rota de icebergs

Uma estrada de Ferryland, no leste do país, ficou entupida de tráfego e fotógrafos - profissionais e amadores -, segundo a emissora CBS News. Todos em busca do clique perfeito do gigante gelado.
A região costeira da província de Newfoundland e Labrador é conhecida popularmente como "alameda dos icebergs" por conta do grande número de blocos de gelo que passam por ali vindos da região ártica toda primavera.

Pessoa tira foto com iceberg na costa de FerrylandDireito de imagemREUTERS
Image captionTuristas visitam Ferryland para ver de perto um iceberg

O prefeito, Adrian Kavanagh, disse a uma emissora local que esse iceberg específico, abaixo e acima, parece ter encalhado e pode ficar na região por algum tempo.
Por ser bem grande e estar próximo da costa, ele serve como um fundo bastante atraente para boas fotos.

Iceberg na costa de FerrylandDireito de imagemREUTERS
Image captionIcebergs podem encalhar ao se aproximarem da costa

A maior parte de um iceberg fica submersa. Apenas sua ponta fica visível acima da linha da água. Isso significa que, ao se aproximar de regiões mais rasas, ele pode encalhar.
Isso é uma boa notícia para agências de turismo, disse o dono de uma dessas empresas à rádio CBC, porque os icebergs ficam parados em uma área que pode ser alcançada de barco.
Esta tem sido uma temporada movimentada na "alameda dos icebergs", com centenas de icebergs já avistados no Atlântico e em número acima do normal para essa época do ano na região costeira.

Iceberg na costa de FerrylandDireito de imagemREUTERS
Image captionIcebergs encalhados são uma ótima notícia para agências de turismo

Fotos: Reuters

PARTO NORMAL TRAZ BENEFICIO

Unicef: trabalho de parto espontâneo é importante para saúde da mãe e do bebê

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
parto
Trabalho de parto espontâneo é a única maneira 100% segura de saber que o bebê está pronto para nascer, diz UnicefMarcelo Camargo/Agência Brasil
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) chama a atenção hoje (19) para a importância do trabalho de parto espontâneo para a saúde da mãe e do bebê. A campanha Quem Espera, Espera visa a sensibilizar mulheres e suas famílias sobre o direito das crianças de nascer na hora certa e alerta que bebês nascidos antes do trabalho de parto espontâneo estão mais sujeitos a problemas de saúde.
De acordo com a análise divulgada pela organização, cada semana a mais de gestação aumenta as chances de o bebê nascer saudável, mesmo quando não há mais risco de prematuridade. As últimas semanas de gestação permitem mais ganho de peso e maturidade cerebral e pulmonar.
Resultado de imagem para PARTO NORMAL
O grande número de nascimentos entre a 37ª e a 38ª semanas de gestação está associado ao elevado número de cesarianas eletivas, sem fatores de risco que justifiquem a cirurgia, realizadas antes do trabalho de parto espontâneo. Metade dos partos realizados no setor privado ocorrem nessa idade gestacional.
“O trabalho de parto espontâneo é a única maneira 100% segura de saber que o bebê está pronto para nascer. Esse processo traz uma série de benefícios para a mãe e o bebê. Privá-los do trabalho de parto, por meio de cesarianas eletivas, pode gerar consequências negativas para a saúde de ambos”, diz, em nota, o representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl.
O elevado número de cesarianas coloca o Brasil em segundo lugar no mundo em percentual deste tipo de parto. Segundo o Unicef, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece em até 15% a proporção de partos por cesariana, no BrasiL, o percentual chega a 57%. As cesarianas representam 40% dos partos realizados na rede pública de saúde e 84% dos partos na rede particular.
Resultado de imagem para PARTO NORMAL
Entre os estados com maior proporção de cesarianas estão: Goiás (67%), Espírito Santo (67%), Rondônia (66%), Paraná (63%) e Rio Grande do Sul (63%).
A análise do Unicef aponta os benefícios do trabalho de parto espontâneo para a mulher e o bebê. No momento do parto, são liberadas substâncias que ajudam no amadurecimento final do organismo da criança, como o hormônio corticoide, que age no pulmão. Para a mulher, o trabalho de parto ajuda também a liberar hormônios importantes, que vão prepará-la para a amamentação.
Para o Unicef, o direito ao trabalho de parto espontâneo é um dos desafios atuais do Brasil. “Os direitos de cada criança começam – e devem ser garantidos – antes mesmo do nascimento. Para tanto, é fundamental que as mulheres tenham acesso ao pré-natal de qualidade e recebam todas as orientações para que seus filhos possam nascer no momento certo, de forma humanizada”, diz o fundo.

Na plataforma da campanha - www.quemesperaespera.org.br – estão disponíveis informações sobre a importância de esperar pelo trabalho de parto, tipos de parto, mitos, estatísticas e histórias de mulheres as experiências no parto de seus filhos.
A iniciativa faz parte da campanha global do Unicef #EarlyMomentsMatter, que tem foco na primeira infância.
Edição: Nádia Franco

LISTA SIGILOSA DE MINISTRO DA LAVA JATO

Divulgada na semana passada, a chamada “Lista de Fachin”, relação de inquéritos e petições apresentados pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), cresceu em número de investigações que agora são de conhecimento da opinião pública. Ainda em sigilo de Justiça, 25 petições, também baseadas nas delações premiadas da Odebrecht, foram divulgadas com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo, na edição desta quarta, e incluem nomes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci (PT) e os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Entre os casos que seriam apurados por estas petições estão obras – em Angola e no Porto de Mariel, em Cuba – e o financiamento de campanhas eleitorais, no Brasil e no exterior. No país africano, a empresa Exergia, de Taiguara Rodrigues, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente, teria sido contratada para o serviço mesmo sem ter nenhuma experiência no ramo. Na construção do porto, Lula é acusado de influência indevida, ao lado de Pimentel, então ministro do Desenvolvimento, para a viabilização da obra.
Em novas acusações, Antonio Palocci teria intermediado pagamentos da Odebrecht, por meio de caixa 2, para campanhas no exterior. Segundo os delatores, o ex-ministro teria pedido contribuições irregulares para as candidaturas de Ollanta Humala e Maurício Funes, respectivamente, às presidências do Peru e de El Salvador. Os pagamentos teriam sido de três milhões de dólares para a campanha peruana e 5,3 milhões de reais a João Santana, marqueteiro do PT que trabalhou para a candidatura salvadorenha.
Também são citadas campanhas no Brasil e suspeitas de desvios para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, na região norte. Henrique Eduardo Alves é suspeito de ter recebido dois milhões de reais, por meio de caixa 2, para sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte em 2014. Ex-presidente do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO) teria contado, segundo os documentos revelados pelo jornal, com uma ajuda de 500 mil reais na sua última eleição, em 2010. Também é mencionado o nome do deputado estadual de São Paulo Luiz Teixeira (PT), que seria o destinatário de 300 mil reais.

Justiça

Os casos terão diferentes destinos dentro do sistema judiciário, de acordo com a existência ou não de prerrogativa de foro. Sem menção a investigados, um caso envolvendo a Arena Corinthians será encaminhado para o STF. Por mencionar Pimentel, a petição que envolve Lula e o Porto de Mariel será desmembrada entre o Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por investigar governadores de estado, e a Justiça Federal do DF.
Parte dos pedidos serão reencaminhados para a Procuradoria-Geral da República (PGR), como a eleição em El Salvador e a campanha de Raupp. Os processos que citam o ex-deputado e ex-ministro Henrique Eduardo Alves serão enviados para a Justiça Federal do Rio Grande do Norte, se juntando a outros que já tramitam nessa instância.

EDUCAÇAO EM SÃO ROBERTO MA

DESTAQUE  /  POLÍTICA Acabou o encanto pelos professores? Nas eleições de 2016, os professores foram peças fundamentais na campanha q...