RUA 7 DE SETEMBRO, SÃO ROBERTO-MA

14/04/2017

ENCENAÇÃO DA VIA-SACRA COM OS JOVENS DE VITORINO FREIRES

NA  ULTIMA QUARTA FEIRA UM GRANDE DE JOVENS DA CIDADE DE VITORINO FREIRE ESTE NA PAROQUIA DE SÃO JOÃO BATISTA PARA APRESENTAR A PEÇA TEATRAL ENCENAÇÃO DE JESUS  CRISTO. 


































FLAVIO DINO RECEBE CAIXA 2 SEGUNDA LAVA JATO





Exclusivo. O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou, nessa quarta-feira
12, os vídeos das delações de ex-executivos da Odebrecht à Procuradoria Geral
da República (PGR), entre eles o de José de Carvalho Filho. As explicações
do ex-diretor da empreiteira serviram de base para pedido de abertura de inquérito
contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no Superior Tribunal de
Justiça (STJ), em razão de foro privilegiado por prerrogativa de função do
chefe do Executivo estadual maranhense, distribuído por conexão à Petição n.º
6.530 pelo ministro do Supremo, Edson Fachin, relator da Lava Jato, maior
esquema de corrupção do país já desbaratado pela Polícia Federal.

No inquérito
52196/2017-GTLJ/PRG, 
Dino é suspeito de receber R$ 400 mil em doação
por fora feita pela construtora
. O ex-funcionário da Odebrecht afirmou
que o pedido de ajuda financeira para a campanha eleitoral de 2010, quando
concorreu pela primeira vez ao Palácio dos Leões, foi feito pelo próprio
comunista, então deputado federal. Os valores teriam sido pagos por
meio de um data center da empreiteira na Suíça, no sistema conhecido
como como 
Drousys, usado pelos executivos da Odebrecht para
controle do “departamento da propina”, chamado oficialmente de Departamentos de
Operações Estruturadas, coordenado por Hilberto Mascarelhas Alves da Silva
Filho. 

Diferente do
publicado pelo ATUAL7 inicialmente, porém, com base nos detalhes explicados
pelo delator no vídeo, é informado que o valor do repasse foi feito por outro
diretor da Odebrecht, João Pacífico, que coordenava a região onde Dino atuava.
A participação de José de Carvalho Filho na operação se deu apenas na
negociação com Dino, tanto na conversa inicial, quanto no repasse da senha ao
então parlamentar, para receber os valores; e a pegar o endereço para
onde o dinheiro teria sido enviado. Essa situação teria ocorrido no final de
2009.  

“Ele
demonstrou a intenção de ser candidato ao Governo do Maranhão. Ele fez a
seguinte pergunta: ‘a empresa pode me ajudar na campanha eleitoral?’”, relatou
o delator 

Ainda segundo o
delator, em nenhum momento Flávio Dino questionou se a modalidade dos
pagamentos seria legal ou não. Ele também explica — e joga por terra a defesa
apresentada pelo governador do Maranhão — que o comunista não apresentou o
parecer ao Projeto de Lei n.º 2.279/2007, de interesse da Odebrecht, por
haver acertado que acatar sugestões feitas pela Odebrecht para aprimorar o PL e
que indicaria outro deputado de seu partido, Chico Lopes, para assumir a
Relatoria da matéria,
 o que de fato ocorreu.

José de Carvalho
Filho explica, ainda, que foi apresentado a Flávio Dino por um amigo em comum,
o presidente do PCdoB-DF, Augusto Madeira, e que visitou Dino, de quem se
tornou amigo pessoal, outras vezes — na Embratur; durante a campanha eleitoral de
2014; e em 2015, com o comunista já como governador. Segundo ele, porém, neste
período foi tratado apenas sobre assuntos pessoais e do interesse da Odebrecht
Ambiental em estender a concessão de água e esgotos, já iniciadas nos
municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar — cidades não lembradas
nominalmente pelo delator durante a colaboração nas investigações da Lava Jato.
O responsável pelo valor do caixa 2 a Flávio Dino, inclusive, diz o delator,
foi apresentado pessoalmente ao comunista nesta época.


 


DR MÁRCIO


Dr. Márcio: “Se tivesse sido eu o candidato a prefeito de São Roberto, Mundinho não tinha visto nem o azul das urnas”


Dr. Márcio de olho em 2018 e 2020

Na última noite de quinta-feira (13), o titular do presente Blog encontrou, casualmente, em São Luís, o médico e ex-candidato a vice-prefeito de São Roberto (MA), Dr. Márcio. Em alguns minutos, tivemos uma conversa rápida, mas significativa, sobre política. Dr. Márcio explicou que depois das eleições, onde não logrou êxito, retornou as atividades normais na área de medicina, trabalhando em alguns municípios.  Sobre política, ele disse que o município está parado, a oposição ficou dispersa, mas que em pouco tempo, estarão se reunindo e se fortalecendo para os pleitos vindouros.

Dr. Márcio é conhecido pelo temperamento forte, falar o que pensa e, em nossa conversa, ele criticou severamente os primeiros 100 dias de gestão do prefeito Mundinho do Luisão. “O povo de São Roberto está decepcionado; ele não cumpriu com nada, nem as promessas de campanha; os aliados dele estão insatisfeitos e a população começa a se revoltar. Quem estar se dando bem é o prefeito e poucos apaniguados dele”, afirmou o médico de forma acachapante.

Sobre as eleições, Dr. Márcio opinou que o grupo da situação venceria a disputa, até com certa facilidade, se ele fosse “O Cabeça” da chapa.

“Com toda humildade que temos que ter, mas eu preciso dizer: se fosse eu o candidato a prefeito, teríamos ganhado do Mundinho até com certa facilidade; são vários aspectos que me fazem ter absoluta certeza disso, mas que não vêm ao caso relatar nesse momento; o certo é que se eu fosse o candidato a prefeito, com minha família unida, Mundinho e o grupinho dele não veriam nem o azul das urnas”, comentou.

Segundo Dr. Márcio, 2018 será o começo da libertação do povo de São Roberto.

“As eleições de 2018 vão mostrar que o povo está arrependido, está frustrado e revoltado! Será o começo da libertação que virá em 2020. Estaremos mais forte nesses anos... Eu, Dr. Márcio, estarei forte”, finalizou.

 
Encontramos Dr. Márcio em São Luís, passeando no Shopping Rio Anil

NO MARANHÃO 28 PREFEITOS NÃO PRESTÃO CONTAS

28 Prefeitos deixaram de prestar contas ao TCE em relação ao exercício de 2016



Os gestores que não cumpriram o dever constitucional de prestar contas, com a declaração de inadimplência, ficam sujeitos a uma série de consequências legais


O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) declarou a inadimplência, na sessão do Pleno desta quarta-feira (12), dos gestores públicos em relação à prestação de contas anual relativa ao exercício financeiro de 2016. A declaração de inadimplência implica, como determina a legislação interna do órgão, a instauração da Tomada de Contas Especial correspondente.

Os gestores que não cumpriram o dever constitucional de prestar contas, com a declaração de inadimplência, ficam sujeitos a uma série de consequências legais, além da decretação da Tomada de Contas Especial, no âmbito do TCE. A Tomada de Contas, nesses casos, é o procedimento por meio do qual o TCE levanta in loco as contas que foram sonegadas, à revelia do gestor faltoso.

O gestor inadimplente também incorre em ato de improbidade administrativa, ficando sujeito a penalidades como: devolução de recursos ao erário, se houver desvio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais.

A omissão também configura crime comum, passível de pena de detenção de três meses a três anos, além da perda do cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública.

A inadimplência junto ao TCE pode resultar até mesmo em intervenção no município. Amparada pela Constituição Federal, em seu artigo 35, a intervenção pode ser pedida pelo próprio Tribunal de Contas ao Ministério Público Estadual (MPE), a quem cabe solicitar a providência ao Poder Judiciário, que apreciará e, se for o caso, encaminhará o pedido ao Poder Executivo. Este ano, todos os Prefeitos reeleitos prestaram contas, portanto não haverá pedido de intervenção.

Apenas 3 prefeitos apresentaram contas entre o último dia de entrega e essa quarta-feira (12), mediante o pagamento de multa. Consideradas as contas recebidas dentro do prazo, este ano houve a menor inadimplência das últimas três viradas de gestão, em relação aos prefeitos municipais. Em 2009, foram 57 que deixaram de prestar contas, e em 2013 foram 43, 11 a mais do que neste ano.

Confira abaixo a lista de ex-Prefeitos declarados inadimplentes pelo TCE:

1.             Afonso Cunha –  José Leane de Pinho Borges
2.             Água Doce do Maranhão – Antonio José Silva Rocha
3.             Alto Alegre do Pindaré –        Francisco Gomes da Silva
4.             Araioses –      Valeria Cristina Pimentel Leal
5.             Bacuri -José Baldoino da Silva Nery
6.             Benedito Leite –        Laureano da Silva Barros
7.             Bom Jesus das Selvas –  Cristiane Campos Damião Daher
8.             Cajapió –       Raimundo Nonato Silva
9.             Centro Novo do Maranhão –       Arnóbio Rodrigues dos Santos
10.            Governador Archer –     Jackson Valério de Sousa Oliveira
11.            Governador Edson Lobão –        Evando Viana de Araujo
12.            Governador Luis Rocha – Francisco Feitosa da Silva
13.            Lajeado Novo –  Edson Francisco dos Santos
14.            Luiz Domingues –        José Fernando dos Remédios Sodré
15.            Montes Altos –  Valdivino Rocha Silva
16.            Nina Rodrigues –        José Ribamar da Cruz Ribeiro
17.            Nova Colinas –  Elano Martins Coelho
18.            Nova Olinda do Maranhão –       Marlon Vale Cutrim
19.            Porto Franco –  Aderson Marinho Filho
20.            Presidente Juscelino –  Afonso Celso Alves Teixeira
21.            Presidente Sarney –     Edison Bispo Chagas
22.            Santa Helena –  João Jorge de Weba Lobato
23.            Santana do Maranhão –   Francisca Maria Valentim Gomes Oliveira
24.            São Bento –     Carlos Alberto Lopes Pereira
25.            São João Batista –      Amarildo Pinheiro Costa
26.            São José dos Basílios – Francisco Walter Ferreira Sousa
27.            São Vicente de Férrer – Maria Raimunda Araújo Souza
28.            Sucupira do Riachão –   Gilzania Ribeiro Azevedo


ESTADOS UNIDOS LANÇA BOMBA NO AFEGANISTÃO

Vídeo: imagens mostram lançamento da bomba MOAB 

no Afeganistão

Uma imensa coluna de fumaça e escombros sobe após a explosão, 

que acontece antes de tocar o solo

O Pentágono divulgou nesta sexta-feira o vídeo do momento em que a bombaMOAB, a mais potente do arsenal não-nuclear dos Estados Unidos, atinge o sistema de túneis subterrâneos do Estado Islâmico (EI) no Afeganistão.
As imagens aéreas mostram o momento em que a “mãe de todas as bombas”, como o armamento é conhecido, aterrissa na ladeira de uma montanha do distrito de Achin, na província de Nangarhar, com uma potência equivalente a 11 toneladas de TNT. Uma imensa coluna de fumaça e escombros sobe após a explosão, que acontece antes de tocar o solo.
VEJA  AQUI   ⇒    https://youtu.be/-K1myT-mIt4
MOAB cria uma potente onda expansiva capaz de derrubar túneis e bunkers ao gerar um pequeno terremoto. A mais poderosa bomba não-nuclear dos Estados Unidos nunca havia sido utilizada em combate até ontem. Ela foi desenvolvida pelos Estados Unidos durante a guerra no Iraque e testada pela primeira vez em 2003.
O general John W. Nicholson, comandante das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão, disse nesta sexta-feira que a MOAB era a arma adequada para o tipo de ataque realizado. Nicholson afirmou ainda que a base atingida era um “grande obstáculo” na luta contra o EI e que esse “era o momento correto para usá-la”.
Moradores do distrito de Achin relataram o impacto e o desespero causados pela explosão. “Nos sentimos em um barco durante uma tempestade”, contou Mohammad Shahzadah  ao jornal britânico The Guardian. “Eu pensei que minha própria casa estava sendo bombardeada”, disse o homem que afirmou também que a sensação da explosão era como se “os céus estivessem caindo”. “As crianças e as mulheres ficaram muito assustadas”, relatou. 

ex-executivos da Odebrecht

Consequências das delações da Odebrecht nas manchetes de 14/04/17

Ex-presidente Lula é alvo da delação de Emílio Odebrecht e presidente Michel Temer grava vídeo para se defender de citações

As delações dos donos e ex-executivos da Odebrecht permanecem como destaques nas manchetes desta sexta-feira. O Globo traz a informação de que Emílio Odebrecht contou com ajuda de Lula contra greve nos anos 70 e que deu R$ 1 milhão a Paulinho, da Força Sindical, em troca de assessoria a empreiteira sobre sindicalistas. O Estado de S.Paulo mostra que políticos teriam pedido à empreiteira R$ 195 milhões em troca de ‘favores’.
O Globo
Donos da Odebrecht delataram à Lava Jato que tiveram ajuda do ex-presidente Lula em movimentos sindicais. Emílio Odebrecht contou: “Ele (Lula) criou as condições para que eu pudesse ter uma relação diferenciada com os sindicatos”. O empreiteiro conheceu o petista no fim da década de 70 e o então sindicalista do ABC Paulista o ajudou a conter greve de empregados da construtora na Bahia. 
Entre os 76 inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Edson Fachin, 31 – ou 40,8% – tratam de cobrança de propinas. Pelos depoimentos dos executivos e ex-executivos da Odebrecht, esses pedidos somaram pelo menos R$ 194,8 milhões e foram feitos em troca de “contrapartidas”, “ajustes de mercado” ou “apoio”.
Folha de S. Paulo
A citação direta do presidente nos depoimentos prejudicou a estratégia do Planalto, que pretendia evitar a exposição de Temer. O peemedebista gravou vídeo para contestar a afirmação de que comandou, em 2010, reunião para acertar o pagamento de US$ 40 milhões em recursos ilícitos.
O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ministro Gilberto Kassab (PSD) lideram ranking de planilha de caixa 2 entregue pela Odebrecht em delação. O documento lista 182 políticos e pagamentos que somam R$ 247 milhões. Os políticos negam ou não comentam.
O Valor
Dois ex-executivos da Odebrecht – Márcio Faria e Rogério Araújo – confirmaram que participaram de reunião no escritório político do presidente Michel Temer, em São Paulo, na qual trataram do pagamento de US$ 40 milhões ao PMDB. O encontro, realizado em 15 de julho de 2010, teria contado com a participação de Temer e de dois depu

PRESIDENTE TEMER EM APURO

Atingido em cheio

Oito ministros, além do próprio presidente Temer, estão na lista de acusados de receber dinheiro do departamento de propina da Odebrecht


Moreira Franco, ministro da Secretaria-geral da Presidência (PMDB): investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro; Michel Temer, presidente da República (PMDB): não será investigado porque tem imunidade temporária; Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil (PMDB): investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro (Carolina Antunes/PR/VEJA)

A definição antológica da relação da Odebrecht com o governo – qualquer governo – veio da boca de Emílio Odebrecht. Disse ele, referindo-se aos presidentes Lula, Hugo Chávez (Venezuela) e José Eduardo dos Santos (Angola): “Eu nunca tive com eles uma relação só de empresa. Sempre procurei ter com qualquer autoridade, principalmente nesse nível, uma preocupação voltada para os interesses do país e os interesses deles como chefes de governo.” O grupo político do presidente Michel Temer, ora no poder, bebeu com gosto nessa fonte. O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo, mandou abrir inquéritos contra oito dos 28 atuais ministros, entre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral), os principais auxiliares de Temer. O inquérito contra os ministros não será concluído tão cedo, mas o desgaste político do governo é imediato – e caiu como uma bomba. Temer procurou mostrar serenidade e passar a impressão de que o governo continua a operar normalmente. Mas o material das delações revelado até agora não deixa dúvida: um cataclismo desponta no horizonte dos atuais ocupantes do poder.

INSTITUTO LULA RECEBIA MESADA

Delator da Odebrecht diz ter pago mesada a presidente do Instituto Lula

Paulo Okamotto e Lula em ato contra o ódio após explosão de bomba em frente ao instituto do petista
SÃO PAULO, SP, 07.08.2015: INSTITUTO-LULA - O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ato contra o ódio e a intolerância em frente da sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital paulista. Nesta sexta-feira (7), lideranças metalúrgicas, movimentos sociais, sindicais e partidos políticos farão uma série de manifestações contra o ódio e a intolerância, em defesa da democracia e pela apuração e punição dos responsáveis pelo atentado a bomba na sede do Instituto Lula, na noite do dia 30 de julho. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

O ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal que pagou, durante "cinco ou seis meses", mesada de R$ 10 mil ao presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
Os pagamentos são objeto de um capítulo específico da colaboração de Alencar, que era um dos dirigentes do grupo mais próximos do ex-presidente e da instituição que leva o nome do petista.
Alencar diz ser um dos responsáveis, por exemplo, por ter formulado - ao lado de Okamotto - o modelo das palestras que Luiz Inácio Lula da Silva passou a oferecer depois de deixar o Planalto.
Segundo seu relato, a relação entre ele e Okamotto se estreitou ao final do mandato de Lula. A proximidade fez com ele percebesse que Okamotto "estava com alguma dificuldade financeira".
"Me propus a ajudá-lo durante um período finito, com recursos, e durante cinco ou seis meses, alguma coisa assim, eu dei para ele R$ 10 mil por mês, em espécie."
Nas planilhas, Okamotto tinha o codinome "Tóquio".
Alencar diz que o valor foi acertado com Emilio Odebrecht. "Estou sentindo que o Paulo está com dificuldades e vou tentar ajudar dentro de um valor que não seja ostensivo, que não ofenda", contou ter dito ao patriarca.
"Arbitramos o valor de R$ 10 mil, foi isso o que eu fiz."
"Eu dava pessoalmente para ele. Esses recursos vinham do setor de operações estruturadas", disse aos investigadores. O setor era o responsável na empresa por realizar as operações irregulares.
Alencar afirma que os recursos eram entregues a ele por um funcionário, em espécie - "na minha sala, no escritório" - e depois ele os repassava pessoalmente ao presidente do Instituto Lula quando o encontrava.
O delator afirma que Okamotto nunca pediu os recursos. "Não foi demanda, foi oferta minha, por um período finito", ele insiste.
Os investigadores questionam por que nas planilhas entregues pela empresa para corrobar a acusação os pagamentos aparecem espaçados - o primeiro em julho de 2012 e o segundo apenas em setembro de 2013. Alexandrino repete que os pagamentos eram mensais. "Isso não faz sentido", ele afirma.
PALESTRAS
Ao contar a formulação das palestras, Alencar diz que o grupo pensou na atividade para Lula porque elas seriam um jeito "republicano" de o ex-presidente ter uma remuneração fora da Presidência.
"Achávamos que Lula pudesse ter uma remuneração, pela desenvoltura, pelo carisma, esse lado de palestra seria um lado republicano."
Ele conta também como eles chegaram ao valor de US$ 200 mil por palestra: "Subiram um pouco a régua do Bill Clinton, até porque era um ex-presidente novo, era um novo player no mercado", diz, bem-humorado.
OUTRO LADO

Procurado, Okamotto contestou, por meio da assessoria de imprensa do instituto, as informações prestadas pelo delator em sua colaboração. "Não recebi nenhuma mesada de Alexandrino Alencar." 

OS PRESIDENTES NA MIRA DA JUSTIÇA E SEUS ALIADOS

O Congresso subjugado

A bancada da Odebrecht era a mais poderosa do Congresso Nacional: o presidente do Senado, o presidente da Câmara, 29 senadores e 39 deputados no bolso

Eunício Oliveira, presidente do Senado (PMDB): investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Rodrigo Maia, presidente da Câmara (DEM): investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro (Cristiano Mariz/VEJA)

Em geral, você não tem uma relação sustentável naquele toma lá dá cá. Se você chegasse para o deputado ‘Pô, me apoia aqui’. Toda hora que você pede um apoio o cara diz ‘Eu quero tanto’. Não é uma relação sustentável. Em geral, aquelas relações mais duradouras são as relações que ficam: o cara sempre te ajuda e você está sempre ajudando ele.” Foi assim, nas palavras de Marcelo Odebrecht, que, durante décadas, maior empreiteira do país foi consolidando influência e poder dentro do Congresso Nacional, em nível só comparável ao de grandes partidos. O método era simples e eficientes: o da cooptação financeira. Parlamentares precisavam de dinheiro pra suas campanhas, e, em muitos casos, também para outras despesas. A Odebrecht financiava os gastos, quase sempre por vias ilegais. Por quê? É a regra elementar das organizações mafiosas: ao entregar dinheiro sujo aos deputados e senadores, a empresa conquistava mais que parceiros. Ganhava cúmplices.


Veja a lista dos ministros, senadores e deputados que serão investigados.

Ministros

1
. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
2 - Bruno Araújo, ministro das Cidades
3 - Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores
4 - Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
5 - Blairo Maggi, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
6 - Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
7 - Eliseu Padilha , ministro da Casa Civil Eliseu Padilha
8 - Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia


Governadores
1 - Renan Filho, governador de Alagoas
2 - Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
3 - Tião Viana, governador do Estado do Acre





Senadores

1. Romero Jucá (PMDB-RR)

2. Aécio Neves (PSDB-MG)

3. Renan Calheiros (PMDB-AL)

4. Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

5. Paulo Rocha (PT-PA)6. Humberto Costa (PT-PE)

7. Edison Lobão (PMDB-MA)

8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

9. Jorge Viana (PT-AC)

10. Lidice da Mata (PSB-BA)

11. Ciro Nogueira (PP-PI)

12. Dalírio Beber (PSDB-SC)

13. Ivo Cassol (PP-RO)

14. Lindbergh Farias (PT-RJ)

15. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

16. Kátia Abreu (PMDB-TO)

17. Fernando Collor (PTC-AL)

18. José Serra (PSDB-SP)19. Eduardo Braga (PMDB-AM)20. Omar Aziz (PSD-AM)

21. Valdir Raupp (PMDB-RN)

22. Eunício Oliveira (PMDB-CE)

23. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

24. Antonio Anastasia (PSDB-MG)




Deputados Federais
1 - Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
2. Marco Maia (PT-RS)
3. Carlos Zarattini (PT-SP)
4. Paulinho da Força (SD-SP)
5. João Carlos Bacelar (PR-BA)
6. Milton Monti (PR-SP)
7. José Carlos Aleluia (DEM-BA)
8. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
9. Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
10. Nelson Pellegrino (PT-BA)
11. Jutahy Júnior (PSDB-BA)
12. Maria do Rosário (PT-RS)
13. Onyx Lorenzoni (DEM-RS)
14. Vicentinho (PT-SP)
15. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
16. Yeda Crusius (PSDB-RS)
17. Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
18. José Reinaldo (PSB-MA)
19. João Paulo Papa (PSDB-SP)
20. Vander Loubet (PT-MS)
21. Rodrigo Garcia (DEM-SP)
22. Cacá Leão (PP-BA)
23. Celso Russomano (PRB-SP)
24. Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
25. Pedro Paulo (PMDB-RJ)
26. Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)
27. Daniel Vilela (PMDB-GO)
28. Alfredo Nascimento (PR-AM)
29. Zeca Dirceu (PT-PR)
30. Betinho Gomes (PSDB-PE)
31. Zeca do PT (PT-MS)
32. Vicente Cândido (PT-SP)
33. Júlio Lopes (PP-RJ)
34. Fábio Faria (PSD-RN)
35. Heráclito Fortes (PSB-PI)
36. Beto Mansur (PRB-SP)
37. Antônio Brito (PSD-BA)
38. Décio Lima (PT-SC)
39. Arlindo Chinaglia (PT-SP)


*texto corrigido às 19h de 12/04. Inicialmente, os nomes dos senadores Eduardo Amorim, Maria do Carmo Alves, Garibaldi Alves Filho, Marta Suplicy e Agripino Maria constavam na lista de investigados. Bem como o nome dos deputados Paes Landim, Felipe Maia e Jarbas Vasconcelos. No entanto, após a divulgação, o Supremo corrigiu as informações e informou que os inquéritos foram remetidos para nova manifestação da PGR. O mesmo vale para o caso do ministro da Cultura, Roberto Freire.


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