07/04/2017

REFORMA DA EDUCAÇÃO

MEC retira termo “orientação sexual” da versão final da Base Curricular

A BNCC define as competências e os objetivos de aprendizagem dos estudantes a cada etapa da vida escolar. O documento entregue ontem (6) refere-se ao ensino infantil e fundamental. 
Governo
Em nota, o MEC diz que o documento “preserva e garante como pressupostos o respeito, abertura à pluralidade, a valorização da diversidade de indivíduos e grupos sociais, identidades, contra preconceito de origem, etnia, gênero, convicção religiosa ou de qualquer natureza e a promoção dos direitos humanos”.
Segundo a pasta, a versão final passou por ajustes que identificaram redundâncias.  “O texto encaminhado aos conselheiros, na quarta-feira (05/04), já contemplava esses ajustes. O documento apresentado à imprensa (04/04) de forma embargada com antecipação, em função da complexidade do assunto,  passou por uma última revisão”. O MEC entende que, “em momento algum as alterações comprometeram ou modificaram os pressupostos da Base Nacional Comum Curricular”.
Reações
A mudança no documento provocou reações de setores da sociedade. O secretário de Educação do Ceará e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Idilvan Alencar, diz que achou “estranhas” as alterações. “Acho um desrespeito com todo o debate que foi feito”, disse.
“Retirar o debate da orientação sexual e da identidade de gênero mascara a situação real que existe na escola hoje. Uma das causas do abandono é a homofobia. Quando se retira isso da BNCC, se afasta do mundo real, é muito grave”, acrescenta o secretário.
Segundo o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que reúne mais de 200 organizações civis, Daniel Cara, a BNCC deve se adequar à Constituição Federal, que define que todos têm que ser iguais perante a lei. “É injustificável a retirada. A escola tem missão de garantir que na sociedade todos respeitem todas as formas de identidade. Não colocar essa questão na BNCC significa que não vão refletir sobre um país que é machista, misógino, homofóbico. É um recuo grave”.
A retirada do termo orientação sexual e das discussões sobre questões de gênero da BNCC era demanda de setores conservadores do Congresso Nacional.
Histórico
Em 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado pelo Congresso Nacional, após várias discussões, sem o trecho que se referia especificamente a gênero.
A BNCC estabelece dez competências que devem ser desenvolvidas ao longo de toda a educação básica, que inclui também o ensino médio. Uma delas é que os estudantes sejam capazes de “exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer”. Na versão entregue aos jornalistas, entre as palavras gênero e idade, havia o termo “orientação sexual”.
Também houve alteração no trecho em que a BNCC destaca que os sistemas e redes de ensino devem incorporar aos currículos alguns temas “contemporâneos que afetam a vida humana”. Na versão entregue aos jornalistas aparecia os temas “sexualidade e gênero”. A versão final restringiu-se a “sexualidade”.
Quando trata das habilidades a serem desenvolvidas em ciências, no 8º ano, a versão dos jornalistas incluía a necessidade de acolher a diversidade de indivíduos, sem preconceitos baseados na identidade de gênero e orientação sexual. Já na última versão, aparece apenas “diferenças de gênero”.

O MUNDO ESTA APREENSIVO PELA O ATAQUE EUA

Chefe da ONU pede moderação e solução política após ataque dos EUA à Síria

Chefe da ONU pede moderação e solução política após ataque dos EUA à Síria
(Arquivo) O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres - AFP
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu moderação nesta sexta-feira após o ataque dos Estados Unidos contra o regime de Damasco, e ressaltou a necessidade de se buscar uma solução política para a guerra que atinge a Síria.
“Peço moderação para evitar qualquer ato que aumente o sofrimento do povo sírio”, declarou Guterres em um comunicado.
Segundo ele, “não existe outro caminho para colocar fim ao conflito (sírio) que não seja uma solução política”.
As difíceis negociações de paz sobre a Síria são realizadas com apoio da ONU em Genebra, mas os representantes do governo sírio e a oposição têm dificuldades para encontrar uma solução para o conflito que entra em seu sétimo ano.
Rússia condena bombardeio; aliados de Washington elogiam
A Rússia denunciou o ataque americano contra a Síria, que chamou de “agressão contra um Estado soberano”, enquanto os aliados de Washington aplaudiram a primeira operação militar dos Estados Unidos contra o regime de Damasco.
– O presidente russo Vladimir Putin considera que o bombardeio americano contra uma base aérea do regime sírio é uma “agressão contra um Estado soberano” baseado “em pretextos inventados”, afirmou o Kremlin, principal aliado do regime de Bashar al-Assad.
“Esta ação de Washington causa um prejuízo considerável às relações entre Estados Unidos e Rússia, que já se encontram em um estado lamentável”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
– Irã, outro aliado de Damasco, “condena energicamente” o bombardeio americano. Este ataque vai “ajudar os grupos terroristas que estão em declínio e complica ainda mais a situação na Síria e na região”, disse Bahram Ghasemi, porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores.
– Israel deu apoio “total” aos Estados Unidos, ao considerar que esta é uma “mensagem forte” que Irã e Coreia do Norte devem ouvir, segundo o gabinete do primeiro-ministro. “Israel apoia totalmente a decisão do presidente Trump e espera que esta mensagem de determinação ante a atuação infame do regime de Bashar al-Assad seja ouvida não apenas em Damasco, mas também em Teerã, Pyongyang e além”, afirma um comunicado.
– O governo britânico “apoia completamente” o ataque dos Estados Unidos. Os bombardeios são “uma resposta apropriada ao ataque bárbaro com armas químicas cometido pelo regime sírio”, declarou um porta-voz de Downing Street.
– Em um comunicado conjunto, o presidente francês François Hollande e a chanceler alemã Angela Merkel afirmam que o presidente sírio Bashar al-Assad tem “plena responsabilidade” do ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea do governo da Síria. “Uma base militar do regime sírio utilizada para realizar bombardeios químicos foi destruída esta noite por bombardeios americanos (…) Assad tem a plena responsabilidade”, afirmam os dirigentes.
– A Turquia, que apoia os rebeldes, também considerou “positivo” o ataque americano, nas palavras do vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmus. “O regime de (Bashar al) Assad deve ser punido totalmente no plano internacional”, disse. O governo turco também pediu a criação de uma zona de exclusão aérea na Síria.
– Outro aliado de peso dos Estados Unidos na região, a Arábia Saudita, elogiou a decisão “corajosa do presidente (Donald) Trump” e disse “apoiar plenamente” os bombardeios, de acordo com um comunicado do ministério das Relações Exteriores.
– A China pediu a todas as partes que “evitem a deterioração” da situação na Síria e afirmou que é contra o uso de armas químicas por qualquer país, organização ou indivíduo, independente das circunstâncias e do objetivo.
– O Japão apoiou a “determinação” dos Estados Unidos. O primeiro-ministro Shinzo Abe considerou que o bombardeio americano “tem como objetivo evitar o agravamento da situação”.

BOMBARDEIRO A SÍRIA


Rússia acusa EUA de planejar ataque com antecedência
Em resposta ao bombardeio à Síria, que deixou 9 mortos, Rússia suspende coordenação militar que mantinha com EUA
Por Da redação
O presidente da Rússia, Vladimir Putin

Rússia suspendeu, nesta sexta-feira, a coordenação militar que tinha com os Estados Unidos na Síria, em resposta ao ataque americano contra uma base aérea, que deixou nove mortos. O Ministério das Relações Exteriores russo acusa Washington de ter planejado o ataque com antecedência. “A parte russa suspende a vigência do memorando que existe para evitar incidentes e garantir a segurança de voos durante as operações (militares) na Síria, assinado com os EUA”, afirmou o Ministério, em uma declaração lida por sua porta-voz, Maria Zakharova.
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De acordo com a porta-voz, “para qualquer especialista está claro que a decisão do ataque foi tomada em Washington antes do fato de Idlib (ataque com armas químicas atribuído ao governo sírio), utilizado como pretexto para uma demonstração de força”. “Estamos diante de uma clara agressão contra a Síria. As ações tomadas hoje pelos EUA destroem ainda mais as relações russo-americanas.”
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Os russos acusam Washington de tentar usar “uma demonstração de força, o confronto militar com um país que luta contra o terrorismo internacional”, sem se preocupar em esclarecer as circunstâncias do suposto ataque químico contra população civil síria.
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“Sem dúvida, a ação militar dos EUA também é uma tentativa de desviar a atenção da situação em Mossul (Iraque), onde como resultado das ações, entre outras da coalizão liderada pelos Estados Unidos, morreram centenas de civis inocentes e aumenta a catástrofe humanitária”, afirmou.
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O ataque
Os Estados Unidos lançaram na noite desta quinta-feira uma ofensiva militar na Síria contra o regime de Bashar Assad. Na primeira ação militar do governo Donald Trump, as forças americanas bombardearam com 59 mísseis Tomahawk uma base aérea em Homs. A ofensiva foi lançada a partir de navios de guerra mobilizados no Mediterrâneo.
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Nove civis, incluindo quatro crianças, foram mortos pelo ataque, afirmou a agência de notícias estatal da Síria. Segundo a Sana, os civis foram mortos em vilarejos perto da base aérea. De acordo com a agência, mais sete pessoas ficaram feridas e casas na região foram severamente danificadas.
(Com EFE)
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