RUA 7 DE SETEMBRO, SÃO ROBERTO-MA

04/04/2017

ZIKA VIRUS ATINGE 10% DA GESTANTES

10% das mulheres infectadas por zika nos EUA tiveram filho com malformação
Estudos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças analisou grupo de 250 grávidas que foram atingidas pelo vírus no país.



Mosquito Aedes aegypti é o tranmissor da zika, dengue e chikungunya (Foto: AP Photo/LM Otero, File)
Mosquito Aedes aegypti é o tranmissor da zika, dengue e chikungunya (Foto: AP Photo/LM Otero, File)
Cerca de 10% das mulheres grávidas infectadas pelo vírus da zika nos Estados Unidos em 2016 tiveram um filho com malformação cerebral, revelou um informe publicado nesta terça-feira (4) pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês).
O estudo examinou um subgrupo de 250 mulheres infectadas com zika. Entre elas, 24 levavam na barriga um feto ou tinham dado à luz uma criança com malformação cerebral.
"O zika continua sendo uma ameaça para todas as mulheres grávidas nos Estados Unidos", lembrou Anne Schuchat, diretora interina do CDC, dando ênfase ao "pronto retorno de um clima mais quente e à aproximação da temporada de mosquitos".
O informe insiste na importância do cuidado médico para o diagnóstico sistemático do zika para todas as mulheres grávidas potencialmente expostas ao vírus. Seus filhos também devem ser avaliados para detectar possíveis malformações, casos que não são habituais.
Microcefalia é uma das malformações causadas pela infecção do zika durante a gravidez (Foto: Jonathan Lins/G1)
Microcefalia é uma das malformações causadas pela infecção do zika durante a gravidez (Foto: Jonathan Lins/G1)

Entre janeiro e dezembro de 2016, foram encontradas quase 1.300 mulheres grávidas com sinais de uma possível infecção por zika nos 50 estados americanos e em todos os territórios ultramarinos, exceto Porto Rico, de acordo com estimativas anteriores.
Mais de 50 nascidos destas mais de mil concepções apresentaram malformações congênitas que poderiam ter sido causadas pelo zika. No entanto, estes dados não foram confirmados mediante análises de laboratório.
A maioria destas mulheres se infectou durante viagens a países ou territórios da América onde a transmissão do vírus por mosquitos estava ativa.
Os CDC também destacam que a infecção pelo vírus no primeiro trimestre de gravidez representa um risco maior para o feto. Aproximadamente 15% das crianças afetadas neste período nascem com malformações congênitas.
O informe revela, ainda, que aproximadamente um em cada três recém-nascidos potencialmente expostos à infecção durante a gravidez não foi submetido a estudos sobre possíveis más-formações neurológicas. E apenas um em cada quatro foi submetido a escâner cerebral

VIGILÂNCIA SANITÁRIA MUNICIPAL NA MILITOA


AO DIA 4 DE ABRIL DE 2017 A EQUIPE DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA REALIZOU UMA PALESTRA EDUCATIVA NO POVOADO MILITOA, TIVEMOS COMO PARCERIA : COORDENADOR DA VISA MUNICIPAL ANTONIO GALDINO, A CABO DA POLICIA MILITAR DPM, REPRESENTANTES DO POVOADO E OS AGENTES DE EDEMIAS RONE E ERIELDO E FICAIS SANITÁRIO  ANTONIO E ELINETE.

LEI COMPLEMENTAR N.º 039 DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998

. 54 - A Vigilância em Saúde de que trata este capítulo consiste no desenvolvimento de ações integradas de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Saúde do Trabalhador e tem como objetivos:

I - eliminar, diminuir ou prevenir riscos e agravos à saúde do indivíduo e da coletividade;
II - intervir nos problemas sanitários decorrentes da produção, distribuição, comercialização e uso de bens de capital e de consumo, bem como da prestação de serviços de interesse para a saúde;
III - atuar sobre os fatores que interferem na qualidade do meio ambiente, aí incluídas as condições, processos e ambientes de trabalho.

Art. 60 - Para os efeitos desta Lei, consideram-se como controle sanitário às ações desenvolvidas por autoridade sanitária com vistas à aferição da qualidade dos produtos e verificação das condições para o licenciamento e funcionamento dos estabelecimentos, abrangendo:
I – a vistoria;
II – a fiscalização;
III – a lavratura de autos;
IV – a aplicação de sanções.
Parágrafo único - O controle se estenderá à publicidade e propaganda de produtos e serviços de interesse para a saúde.




PALESTRANTE ANTONIO

COMUNIDADE MILITOA 

visa de são roberto
COMUNIDADE MILITOA 



COORDENADOR DA VISA DE SÃO ROBERTO ANTONIO GALDINO 






ANTONIO GALDINO 

ANTONIO GALDINO 




IGREJA SÃO JOÃO BATISTA


MISSA DO ULTIMO DOMINGO NA IGREJA SÃO JOÃO BATISTA DA CIDADE DE SÃO ROBERTO PÁROCO PADRE MATEUS PRESIDENTE DA MISSA 


GRUPO DE CANTORES: GILVANILDE, MARCIA, LUAN E ELINETE 

COMUNIDADE SÃO JOÃO BATISTA DE SÃO ROBERTO-MA

PRIMEIRA LEITURA CLEIDE 

SEGUNDA LEITURA  RAIMUNDO BIL

PROCLAMAÇÃO DA DO EVANGELHO 

APRESENTAÇÃO DA PALAVRA A COMUNIDADE 


LEITURA DAS PRECES SÂMARA 

LUAN TOCADOR  


CONSAGRAÇÃO A EUCARISTIA 


CAMPANHA DA FRATERNIDADE 

APRESENTAÇÃO DA EUCARISTIA  CORPO E SANGUE

CHAPA DILMA -TEMER TIVERAM MILHÕES

Chapa Dilma-Temer teve valor ilegal de R$ 112 milhões, afirma parecer

O procurador Regional da República Nicolao Dino
O vice procurador Geral Eleitoral, Nicolao Dino, que atuou na ação de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmou em seu parecer final que a campanha vitoriosa em 2014 recebeu ao menos R$ 112 milhões em recursos irregulares.
A Folha teve acesso ao documento. O julgamento do caso no TSE começa na terça (4).
O procurador destacou que o elevado montante encontrado após as investigações configurou o crime de abuso de poder econômico.
"Todo esse formidável volume de dinheiro empregado na campanha evidencia abuso de poder econômico que comprometeu a legitimidade e a normalidade do pleito eleitoral presidencial", afirmou.
Ele pede a cassação da chapa, que implicaria na saída do presidente Michel Temer do cargo, e uma punição à ex-presidente, para que fique oito anos inelegível.
Segundo o procurador, os R$ 112 milhões chegaram à campanha irregularmente da seguinte forma: R$ 45 milhões de caixa 2; R$ 17 milhões de "caixa 3"; e R$ 50 milhões de propina. Todos os recursos saíram da Odebrecht, destaca o documento.
De acordo com o parecer, R$ 45 milhões são a soma de R$ 20 milhões pagos por fora ao marqueteiro João Santana, que trabalhou na campanha, e R$ 25 milhões usados para a compra de apoio de quatro partidos que integraram a coligação em 2014, para que o tempo de propaganda gratuita na TV fosse maior.
Os R$ 17 milhões apareceram nas contas de Dilma-Temer por meio de uma operação terceirizada, apelidada de "caixa 3" pelo Ministério Público. Segundo a investigação, o grupo Petrópolis injetou legalmente o recurso a mando da Odebrecht e recebeu o reembolso no exterior.
Os R$ 50 milhões, por sua vez, referem-se a um acerto feito entre o governo e a empreiteira, em 2009, referente à edição da Medida Provisória 470, chamada de Refis da Crise. Segundo Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, o dinheiro era para ter sido usado na campanha de 2010, mas acabou virando crédito para 2014.
O procurador cita ainda um valor de US$ 4,5 milhões pagos pelo operador Zwi Skornicki, hoje delator da Lava Jato, a João Santana e Mônica Moura. Em depoimento, porém, Mônica disse que esse recurso se referia aos trabalhos de 2010, também para a chapa Dilma-Temer.
ABUSO DE PODER
A defesa de Michel Temer nega que tenha havido qualquer irregularidade. Argumenta que ainda que fosse provado o abuso de poder, ele teria de ser analisado do ponto de vista quantitativo. Ou seja, se o valor ilícito foi determinante para que a chapa ganhasse a eleição.
Para o vice-procurador, porém, o que tem de ser levado em conta em casos assim é a gravidade das circunstâncias que caracterizam o abuso.
Em curso desde dezembro de 2014, a ação ouviu mais de 50 testemunhas de empresas.
A defesa de Dilma Rousseff tem afirmado que a ex-presidente não praticou



MARCELO ODEBRECHT E SUA DELAÇAOZINHA

Marcelo Odebrecht fez 'delaçãozinha' após sofrer coação, afirma Dilma
***EXCLUSIVO PODER - A Presidenta Dilma durante entrevista a Folha em sua casa, em Porto Alegre. Ela falou das delações de Marcelo Odebrecht e do processo de cassação de sua chapa que pode ocorrer essa semana quando ocorre o julgamento pelo TSE.03/04/2017 - Foto - Marlene Bergamo/Folhapress - 017 - EXCLUSIVO*** *** NÃO USAR SEM AUTORIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA***A ex-presidente da República Dilma Rousseff em sua casa em Porto Alegre                   
Na véspera do início do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar a chapa eleita em 2014 e torná-la inelegível, a ex-presidente Dilma Rousseff diz, em entrevista à Folha, que Marcelo Odebrecht "sofreu muitos tipos de pressão" para aceitar virar delator e que seus depoimentos são "uma coisa absolutamente ridícula".
"Não venham com delaçãozinha de uma pessoa que foi submetida a uma variante de tortura, minha filha. Ou melhor, de coação", diz.
Ela também critica a tese de que seria possível separar as contas da chapa. "Nós pagamos integralmente todas as despesas dele", afirma, sobre o agora presidente Michel Temer.
*
Folha - O julgamento do TSE começa já com o parecer do procurador eleitoral Nicolau Dino, baseado nos depoimentos de delatores como Marcelo Odebrecht, dizendo que a campanha da senhora recebeu R$ 112 milhões de caixa dois em 2014.
Dilma Rousseff - Eu fico estarrecida, primeiro, com o cerceamento de defesa do qual estou sendo vítima. [Marcelo Odebrecht] está fazendo delação de acordo com seus interesses. Portanto, tudo o que ele diz pode servir de indício para investigar, mas não para condenar. O STF [Supremo Tribunal Federal, que homologou a delação do empreiteiro] nem abriu investigação [criminal] ainda. É estarrecedor que um procurador use como prova o que não é prova.
Em segundo lugar, ele faz uma soma de laranja com banana. O senhor Marcelo Odebrecht diz que R$ 50 milhões [dos R$ 112 milhões] foram doados em 2009 e faz uma relação disso com o Refis [ele diz que prometeu os recursos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois que a Odebrecht foi beneficiada por uma medida provisória. O valor teria se transformado em crédito que só foi usado na campanha de 2014]. Ora, em 2009 eu tive um câncer e sequer era candidata a Presidência.
Além disso, terminamos a eleição de 2010 com uma dívida de R$ 10 milhões. E não usamos nada desses R$ 50 milhões para cobrir esse débito? Esses R$ 50 milhões são uma ficção, uma coisa absolutamente ridícula.
Marcelo Odebrecht e outros delatores dizem que houve também, entre outros, pagamentos de R$ 20 milhões para João Santana no exterior e de R$ 25 milhões para comprar o apoio de partidos. E afirmam que a senhora sabia da dimensão dos recursos doados à campanha pela empreiteira.
Eu acho que o senhor Marcelo Odebrecht exagera bastante a realidade. Ele fala "ah, ela sabia". Eu sabia do nível de investimentos deles no Brasil. Nós tivemos sete audiências [durante o governo de Dilma] em que ele fez apresentações exaustivas sobre isso. Nesses encontros, ele jamais tocou em outro assunto, e nem disse que tocou. As doações oficiais dele foram de R$ 29 milhões, ou 8% do total que arrecadamos. Então, minha querida, que grande doador é esse que eu teria de saber o que ele estava fazendo?
Ele diz que havia uma conta de R$ 150 milhões destinados à campanha, também via caixa dois.
Para se passar por grande doador, ele fala dessa conta. Em determinado momento de seu depoimento, diz: "É uma conta corrente que só eu tinha na cabeça". Ou seja, era uma conta da subjetividade dele.
A senhora indicou o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, para ser interlocutor de Marcelo Odebrecht?
Ele diz que, quando o [Antonio] Palocci saiu [do ministério], no começo do meu governo, me perguntou com quem trataria. De fato ele pergunta pra mim. E o que ele queria? Falar sobre crédito, tributos e as obras que iríamos fazer. Eu disse: ministro Guido é quem trata. Mas o Guido nunca foi interlocutor de Marcelo Odebrecht para assuntos eleitorais, até porque estávamos em 2011. Ele [Odebrecht] sempre faz essa confusão. [Elevando o tom de voz] Esse rapaz jamais ousaria conversar comigo sobre doação. Você acha que alguém ousaria? Pergunta se alguém ousaria.
Em outro trecho ele diz que sugeriu que eu deveria pedir doação para empresários porque a campanha estava sem dinheiro, e que eu nunca me interessei e nunca pedi. Essa narrativa me beneficia, mas essa conversa não aconteceu. Nunca, querida. É uma conversa estapafúrdia, esdrúxula, uma sandice desse rapaz.
Eu tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht, para que sua delação fosse aceita, tinha de falar sobre coisas ilícitas da minha campanha e inventou essa ficção.
A senhora quer dizer que os investigadores o pressionaram para envolvê-la?
Olha, eu tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht sofreu muitos tipos de pressão. Muitos tipos de pressão. Por isso, não venham com delaçãozinha de uma pessoa que foi submetida a uma variante de tortura, minha filha. Ou melhor, de coação.
Ele nunca teve essa proximidade comigo [para tratar de verba de campanha]. Da minha parte sempre houve uma imensa desconfiança dele.
E por quê?
Eu era ministra-chefe da Casa Civil em 2007 e supervisionava os grandes projetos do governo como as usinas do complexo do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau. E um empresário começou a dizer que estava muito difícil participar do leilão porque havia uma espécie de cartel organizado pelo senhor Marcelo Odebrecht. Eu fui averiguar. E havia um processo de cartelização. Chamada a direção de Furnas [que participou do consórcio], isso foi imediatamente resolvido. Mas não é só. O leilão já estava marcado e ele disse em vários locais que ninguém faria lance se o preço mínimo da energia não ficasse em R$ 130. Decidimos não adiar. E a própria Odebrecht ganhou por R$ 78,87.
Faça as contas e veja a diferença de margem de lucro [que a Odebrecht deixou de ganhar]. Ele nunca deve ter me perdoado.
Marcelo também diz que, já com a Lava Jato em curso, avisou a senhora, num encontro no México, que a sua campanha poderia ser contaminada, pois ele havia feito pagamentos ao marqueteiro João Santana no exterior.
Eu viajei ao México para um encontro com o [presidente] Peña Nieto e depois houve um almoço e uma reunião com empresários. O Marcelo estava lá. No fim do dia, eu já estava saindo para o aeroporto, atrasada, mas queria ir ao banheiro. Fui para [o toalete de] uma sala reservada e fiz o que tinha que fazer [risos]. Quando voltei, tá lá o senhor Marcelo nessa sala. Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando pra ele. Não entendi patavina do que ele falava. Niente ["nada", em italiano]. Ele diz que me contou que poderia ocorrer contaminação. Mas eu não tinha conta no exterior. Se o João tinha, o que eu tenho com o João? Por que eu teria que saber?
A senhora acredita que a chapa pode ser cassada e a senhora se tornar inelegível?
Mais uma vez vão cometer uma injustiça e com base em um depoimento [de Odebrecht] absolutamente sofrível. E como o Temer não tem nada a ver com isso? Na campanha, ele arrecadou R$ 20 milhões de um total de R$ 350 milhões. Nós pagamos integralmente todas as despesas dele. Jatinhos, salários de assessores, advogados, hotéis, material gráfico, inserções na TV. Separar essa conta só tem uma explicação: dar tempo para ele entregar o resto do serviço que ficou de entregar: reforma da Previdência e desregulamentação econômica brutal.
A senhora afirmou recentemente que conhecia bem o grupo de Michel Temer no PMDB e disse que não deixou Moreira Franco roubar.
Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem és.
A senhora soube de algo que comprometa o Temer?
Não, querida, isso eu não posso dizer. Porque se eu soubesse ele não demorava nem dois minutos para sair. Já do Moreira eu suspeitava. Suspeito. O Eliseu Padilha [ministro da Casa Civil] é do Rio Grande do Sul, como eu. Sai na rua e pergunta para as pessoas quem ele é.
Se a senhora sabia tanto, por que eles ficaram no seu governo?
Eu soube bem lá pelo fim do governo.
A senhora conviveu muitos anos com eles.
Eu não convivi não, querida. "Yo", no. Agora, há uma coisa gravíssima no Brasil, que não é se rouba ou deixa roubar, porque isso você pune, prende.
O problema muito mais grave é que o centro foi para a direita. Eduardo Cunha [ex-presidente da Câmara] está preso mas tudo o que garantiu a sobrevivência dele está solto, lá no parlamento.
Há um processo gravíssimo de radicalização. Não adianta agora as pessoas que criaram esse processo, como o senador Aécio Neves e sua irmã, irem para as redes sociais gravarem depoimentos emocionados contra esse tipo de conflito, de vazamento, dizer que queimar a moral de pessoas em praça pública é condenável. Quem abre a caixa cheia de monstros geralmente é devorado primeiro.
Fiquei bastante impactada quando li que houve pagamento de propina no exterior ao Aécio na usina de Santo Antonio. Suamos tanto para fazer um leilão competitivo e a propina rolando solta? Aí é dose.
Aécio desmente a acusação.
Querida, a mim ninguém nunca acusou de ter conta no exterior. Mas, enfim, vivemos uma conjuntura complexa que tem também a ver com a forma como a imprensa espetaculariza certas coisas.
Lula será preso?
Só se eles forem muito doidos. Não dá para continuar nesse ritmo. Nós precisamos de uma eleição para ver se conseguimos criar um consenso novo, para que nos encontremos todos e sejamos capazes de fazer um novo pacto.
E a senhora, é candidata?
Eu não quero. Mas posso até ser. Me casse que eu vou passar o tempo inteiro lutando [na Justiça] para não ser cassada e ser candidata


CAIXA 2 É CRIME


Câmara desiste de criminalizar caixa 2 em reforma políticaBRASILIA, DF, BRASIL 28-03-2012, 18h30 Deputado Vicente Candido (relator) na sessao no plenário da Camara dos Deputados para votar a Lei Geral da Copa. (Foto: Sergio Lima/Folhapress PODER)
A Câmara dos Deputados desistiu nesta terça-feira (4) de incluir na reforma política em debate no Congresso a tipificação específica do crime de caixa dois, que é a movimentação de recursos eleitorais sem o conhecimento da Justiça.
O relator do projeto, deputado Vicente Cândido (PT-SP), recuou e disse que vai retirar o item de seu texto, após uma reunião com parlamentares na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta terça-feira (4).
"Houve uma discussão entre os deputados presentes e decidiu-se que não era o momento, uma vez que já existe previsão desse ponto no texto das dez medidas. Vamos deixar o Senado analisar e votar essa questão", disse Cândido.
A proposta de retirar o tópico do projeto de reforma política foi defendida pelo presidente da comissão especial que debate o tema, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
"A inclusão dessa criminalização contaminaria o debate da reforma política. Essa questão não precisa ser debatida agora", afirmou.
Articulador da anistia ao caixa dois no ano passado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também se manifestou contra a inclusão do assunto no texto de Cândido.
"Até acho que este tema não tem que estar na proposta porque nas dez medidas já foi votado", afirmou.
Nos bastidores, deputados argumentam que a criminalização do caixa dois na reforma política seria ineficaz para frear a devastação que deve atingir partidos e parlamentares alvos de investigações de financiamento ilegal de campanhas no âmbito da Lava Jato.
Parlamentares defendem e articulam reservadamente a elaboração de um projeto que anistie explicitamente a prática de caixa dois eleitoral, impedindo que políticos sejam condenados por essa prática, como propõem procuradores e investigadores da Polícia Federal.
A criminalização do caixa dois a partir de agora, segundo eles, poderia abrir uma brecha para uma anistia velada, uma vez que a lei penal não retroage para prejudicar o réu. No entanto, esses deputados acreditam que o Congresso precisaria ser claro ao aprovar a anistia, para evitar um debate jurídico que os mantenha na berlinda.
DESMEMBRAMENTO
Diante da inviabilidade de se aprovar uma ampla reforma política, Rodrigo Maia disse que a ideia agora é distribuir os temas em duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição).
Uma para discutir sistema eleitoral e modelo de financiamento e outra para tratar de cláusula de barreira e fim de coligações.

"É importante ter um texto para que não se fique com a impressão de que o relator quer votar algo no afogadilho. Então, tem um texto para iniciar um debate que precisa ser aprofundado, esclarecido", afirmou Maia. 

Cidade Tiradentes tem o pior indicador de "mortalidade

Como é viver no lugar onde se morre mais cedo, na média, em São Paulo?
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Uma única via, a avenida dos Metalúrgicos, concentra a maioria dos serviços disponíveis aos moradores de Cidade Tiradentes, um dos 96 distritos de São Paulo,
na zona leste da capital. Distante 30 km da praça da Sé (centro da capital paulista), ali estão lojas, supermercado, o terminal de ônibus, e também o centro cultural, o hospital e o pronto-socorro, por exemplo.
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Fora desta avenida principal, só mesmo as lojinhas de "garagem" e uma imensidão de prédios da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação) até onde a vista  alcançar. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o distrito abriga o maior complexo de conjuntos habitacionais da América Latina, com cerca de 40 mil unidades, a maioria  construída na década de 1980.
Projetado para ser um "bairro dormitório", hoje ele possui a décima maior concentração populacional em São Paulo -- 288 mil habitantes, de acordo com a Fundação Seade --, e alguns dos piores indicadores, quando se pensa em qualidade de vida.
Em Cidade Tiradentes, a idade média ao morrer é de 53,85 anos, a mais baixa no Mapa da Desigualdade 2016, uma compilação de dados oficiais organizada pela
ONG Rede Nossa São Paulo. Para efeito de comparação, nesse quesito, o lugar com média mais alta na capital é o bairro de Alto de Pinheiros (zona oeste, a 70 km do centro), onde a expectativa de vida chega a 79,67 anos de vida.
"Isso é o mesmo que dizer que Alto de Pinheiros tem índice semelhante ao de um país como a Noruega, enquanto Cidade Tiradentes tem situação parecida com a de Serra Leoa, na África", diz Américo Sampaio, gestor de projetos na entidade. "É um  absurdo uma diferença de 25 anos dentro de uma mesma cidade, tem alguma coisa errada", afirma.
Há uma década publicado anualmente pela Rede Nossa São Paulo, o mapa apresenta informações sobre os distritos paulistanos, considerando, por exemplo, a
quantidade de serviços públicos oferecidos para a população nesses locais. São dados sobre assistência social, cultura, educação, esporte, saúde, trabalho,
violência e outros aspectos que têm influência na qualidade de vida, num total de 42 indicadores.
É o mesmo que dizer que Alto de Pinheiros tem
índice semelhante ao de um país como a Noruega,
enquanto Cidade Tiradentes tem situação parecida
anto Cidade Tiradentes tem situação parecida

Américo Sampaio, gestor de projetos da ONG Rede Nossa São Paulo "Sem dúvida nenhuma, o conjunto de equipamentos públicos, infraestrutura urbana e questões relacionadas a qualidade de vida e bem-estar são os principais fatores que influenciam no tempo médio de vida", afirma Sampaio. "Dando uma olhada mais ampla no mapa, não apenas no pior e no melhor resultado, você vai ver que os distritos onde o tempo médio de vida é maior são os mais ricos. Isso deflagra uma situação que precisa ser debatida em relação ao acesso aos equipamentos públicos."
Emprego longe Cidade Tiradentes tem o pior indicador no mapa também em "mortalidade por
causas mal definidas", que avalia o grau da qualidade da informação sobre causas de morte. Para a ONG, porcentagens elevadas indicam "deficiências" nas declarações sobre o que provocou o óbito. São 5,88% no bairro da zona leste. Na capital, 48 distritos (metade do total) têm este índice abaixo de 2%, e apenas quatro têm este número acima de 5%.
O distrito vai mal também em geração de trabalho. Embora concentre cerca de 2% da população total de São Paulo, tem o segundo pior desempenho no mapa, considerando o número de vagas por habitante. São 316,6 empregos para cada grupo de 10 mil pessoas. Na Barra Funda, que tem o melhor índice na capital, esse número vai para 60.900,66 em cada grupo de 10 mil pessoas.
Entre os 96 distritos, seis têm índice acima de 20 mil vagas; 15 têm índice entre 10 mil e 20 mil; 51 têm número entre 1.000 e 10 mil; e 24 distritos têm número abaixo de 1.000.
Essa diferença abissal de oferta de emprego faz com que muita gente só consiga trabalhar fora do bairro, muitas vezes longe de casa.
Esta é a situação do metalúrgico Gilvan Souza dos Santos, 46, que mora há 14 anos em Cidade Tiradentes e cruza a capital para trabalhar na área gráfica.
"Eu atravesso São Paulo, trabalho no Jaguaré [a 60 km do bairro]. Levo umas duas horas e pouco para ir até lá, de condução", ele afirma.
Às vezes, o metalúrgico, casado e pai de dois garotos em idade escolar, usa o próprio carro para conseguir reduzir à metade o tempo de viagem "Deveriam trazer mais coisas para cá, a parte de cultura, mais atividade para as
crianças, empregos. A gente teria mais tempo para ficar com os filhos", ele lamenta.
Gilvan Souza dos Santos, metalúrgico
Alta vulnerabilidade A operadora de telemarketing Gláucia Cristiane Magalhães Ribeiro, 42, também só achou emprego fora e bem longe. Ela faz um percurso de cerca de 30 km para chegar ao serviço.

No dia em que a reportagem do UOL esteve no bairro, Gláucia precisou de atendimento médico, por causa da pressão arterial e da febre alta. Disse que não
demorou, como de costume, para ser amparada, talvez porque estava muito mal, mas ela reclama, de uma forma geral, da superlotação no único hospital no bairro e
no pronto atendimento.
"Já cheguei a esperar dez horas, quando tive dores na lombar. Falta médico, porque os médicos não são daqui, são de longe. Nem todos querem vir para cá",
afirma.
Há cerca de quatro meses, ela conta, uma médica da UBS (unidade básica de saúde) próxima a sua casa abandonou o posto após apanhar de moradores da região. "Os bandidos entraram no posto e, além de agredir a médica, roubaram o carro dela. Ela foi embora, abandonou a UBS e não voltou mais. Agrediram mesmo, puxaram pelos cabelos..."
Gláucia Cristiane Magalhães Ribeiro, operadora de telemarketing Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, com base no censo do IBGE de 2010,
15% das famílias residentes de Cidade Tiradentes estão em situação de alta ou muito alta vulnerabilidade.
"É como se a desigualdade na cidade de São Paulo estivesse congelada, imutável.
Não dá uma demonstração de que vai melhorar, fica estagnada no mesmo estágio.

Isso é grave para toda a população: para rico, para pobre, pra quem mora no centro, pra quem mora na periferia", defende o pesquisador Sampaio.

Morre José Clarindo ( Zeza)

Morre nesta manhã em São Roberto Jose Clarindo da Silva,por volta das 10;00 Deixa 13 filhos 8 mulheres e 5 homens e esposa e 27 netos e 1...